A carta escrita por Lorena, de apenas 7 anos, pedindo ao Papai Noel ajuda para pagar o aluguel atrasado, sensibilizou Campo Grande e garantiu que todas as dívidas fossem quitadas. Mas nem a mobilização solidária conseguiu impedir o despejo da menina, da mãe e dos dois irmãos, que agora vivem dias de incerteza no bairro Jardim Anache.
Mesmo com os pagamentos em dia após as doações, o proprietário decidiu não renovar o contrato e pediu que a família deixasse o imóvel o mais rápido possível, alegando necessidade de reformas. Desempregada e sustentando os filhos apenas com o Bolsa Família e o Mais Social, Fabíola Mendes tenta negociar e buscar uma nova casa, mas esbarra em exigências que não consegue cumprir — fiador, meses adiantados, holerite e referências.
Sem alternativas e com medo de preocupar as crianças, Fabíola evita contar a elas sobre a situação. Após a repercussão, o dono permitiu que a família permanecesse até janeiro e isentou o aluguel de dezembro, mas o aviso de despejo continua. Agora, a mãe corre contra o tempo para encontrar um teto onde possa recomeçar com os filhos.
