Rio Brilhante/MS - 24 de abril de 2026

Rio Brilhante/MS - 13 de maio de 2026

Impostômetro aponta que cada morador de MS já pagou mais de R$ 5 mil em impostos em 2026

Mato Grosso do Sul já arrecadou mais de R$ 16,3 bilhões em impostos entre janeiro e maio deste ano, segundo dados do Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo. O valor representa uma média de R$ 5,6 mil pagos em tributos por cada morador do Estado.

Os números contabilizados até esta terça-feira (12) evidenciam o impacto da carga tributária no orçamento da população sul-mato-grossense. Somente em Campo Grande, a arrecadação já supera R$ 695 milhões.

A presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul, Inês Santiago, destacou que o volume arrecadado reforça a necessidade de fiscalização e de retorno efetivo dos recursos à população.

Segundo ela, os mais de R$ 5,6 mil pagos, em média, por cada sul-mato-grossense devem ser revertidos em áreas essenciais, como saúde, educação, transporte público e infraestrutura.

“Esse é um número muito significativo e importante. Esses recursos precisam voltar para a população em serviços públicos de qualidade”, afirmou.

No cenário nacional, a arrecadação de impostos no Brasil já ultrapassa R$ 1,5 trilhão em pouco mais de quatro meses de 2026. A marca de R$ 1 trilhão foi atingida em 22 de abril, três dias antes do registrado no ano passado, indicando aceleração na arrecadação.

De acordo com o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, João Eloi Olenike, o aumento reflete tanto o crescimento econômico quanto a elevada carga tributária aplicada no país.

“O resultado prático é que os brasileiros seguem destinando uma parcela significativa da renda ao pagamento de impostos, reforçando a necessidade de debate sobre a eficiência e a destinação desses recursos públicos”, avaliou.

A principal fonte de arrecadação continua sendo o ICMS, seguido pelo Imposto de Renda e pelas contribuições previdenciárias.

Enquanto a arrecadação nacional supera R$ 1,5 trilhão, os gastos públicos já chegam a R$ 2,02 trilhões, segundo dados do Gastos Brasil. Do total, R$ 949 bilhões correspondem às despesas do governo federal, R$ 546 bilhões aos estados e R$ 558 bilhões aos municípios.

Entre as maiores despesas federais estão Previdência, gastos com pessoal e encargos sociais, que representam cerca de 60% dos gastos totais.

O economista-chefe da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, alertou que o crescimento das despesas públicas acima das receitas pode pressionar a inflação e ampliar a dívida pública.

Segundo ele, o equilíbrio fiscal exige controle maior dos gastos e uma reforma administrativa que permita maior equilíbrio entre arrecadação e despesas do setor público.

Compartilhe

Inscreva-se

Faça sua inscrição e fique informado.