Um surto de ebola no leste da República Democrática do Congo já matou 2.011 pessoas e registrou 4.381 casos confirmados, segundo autoridades sanitárias. O número de mortes dobrou em apenas três semanas, tornando o avanço da doença um dos mais rápidos já registrados.
Concentrado inicialmente na província de Ituri, o surto pode atingir outras regiões e países vizinhos, como Uganda e Sudão do Sul. A taxa de letalidade chega a 45,9%, enquanto 704 pacientes permanecem isolados em unidades de tratamento.
A resposta à epidemia enfrenta grandes dificuldades, como conflitos armados, infraestrutura precária, greves de profissionais de saúde e diagnósticos tardios. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas novas infecções ocorrem fora do grupo de pessoas que já estava sendo monitorado, indicando que a transmissão continua ativa.
O vírus responsável é o ebolavírus Bundibugyo, para o qual ainda não há vacina ou tratamento aprovado. Ensaios clínicos começaram recentemente, mas os resultados ainda podem levar meses. Enquanto isso, especialistas defendem o reforço da vigilância, do isolamento de pacientes, do rastreamento de contatos e da estrutura hospitalar.
A OMS considera a situação preocupante e alerta para o risco de expansão da doença. Sem uma resposta rápida e coordenada, autoridades e especialistas temem que o surto continue avançando e se torne ainda mais difícil de controlar.
