Após novas conversas entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, virem à tona, cerca de 30 deputados de direita e centro (União Brasil, PP, PSD, Republicanos e PL) encaminham nesta segunda-feira (9) novo pedido de impeachment.
Conforme a coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo, o pedido contra Moraes será enviado hoje ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que é quem tem atribuição de levar o caso adiante.
A própria coluna crava que Alcolumbre não deve abrir o processo contra o ministro. No entanto, o pedido seria uma forma de pressão política da oposição.
Será o décimo pedido de impeachment de ministro do STF protocolado no Senado apenas neste ano. Moraes já foi alvo de um desses requerimentos, baseado na revelação do jornal O Globo sobre a existência de um contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes.
Os outros oito pedidos já protocolados no período pedem o impeachment de Dias Toffoli, também com acusações sobre a proximidade do ministro e o banco de Vorcaro.
Relação entre Vorcaro e Moraes
Segundo a lei brasileira, os pedidos de impeachment de ministros são analisados pelo Senado. Cabe ao xpresidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), determinar a abertura ou não do processo.
Dados extraídos do celular de Vorcaro revelam que ele prestava contas a Moraes sobre as negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito do inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.
Outras mensagens mostram que Vorcaro consultou Moraes sobre a lista de convidados para um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. O magistrado determinou que o empresário Joesley Batista, da J&F, fosse “bloqueado” do evento, e Vorcaro levou o tema à organização do fórum.
Para manter o sigilo, Vorcaro e Moraes usavam o recurso de visualização única. Por essa razão, as respostas do ministro não estão disponíveis, mas as notas do dono do Master permaneceram acessíveis no histórico do aparelho celular do banqueiro.
