Mais de um ano após o assassinato de Nelson Carvalho Vieira, de 67 anos, e do neto Denner Vieira Vasconcelos, de 21, no bairro Moreninhas II, em Campo Grande, familiares cobram que o acusado, Guilherme Urbanek da Rocha, de 24 anos, seja levado a júri popular.
Segundo uma das filhas de Nelson, que preferiu não se identificar por medo de represálias, a família vive sob constantes ameaças de pessoas ligadas ao suspeito desde o crime. O temor fez com que parentes deixassem o bairro onde moravam há anos.
A familiar afirma que a condenação pelo Tribunal do Júri representa a esperança de responsabilização pelo duplo homicídio. “Não buscamos vingança, mas que a verdade seja julgada e que a Justiça cumpra seu papel”, declarou.
Além da perda dos familiares, ela relata que a violência mudou completamente a rotina da família. A viúva de Nelson, por exemplo, não conseguiu permanecer na casa onde viveu por anos.
Relembre o caso
O crime ocorreu na Rua Anacá, nas Moreninhas II. Conforme as investigações, dois homens chegaram ao local para executar um dos netos de Nelson. Durante o ataque, Denner foi baleado e o avô tentou defendê-lo, sendo também atingido pelos disparos. Um terceiro homem que estava na residência conseguiu se esconder.
A principal linha de investigação aponta que o atentado foi motivado por um suposto acerto de contas relacionado à morte do irmão do acusado. Embora um dos netos de Nelson tenha sido investigado nesse caso, ele acabou inocentado.
Guilherme Urbanek da Rocha é apontado como autor dos disparos e aguarda julgamento. A família espera que o processo seja submetido ao Tribunal do Júri e que os responsáveis sejam responsabilizados pelo duplo homicídio.

