Uma substância desenvolvida por pesquisadores da UFRJ, chamada polilaminina, está no centro de uma pesquisa que pode abrir um novo caminho para pessoas com lesões graves na medula espinhal.
Em um estudo-piloto com 8 pacientes, publicado em agosto de 2026 na revista Spinal Cord, 6 apresentaram melhora de pelo menos dois níveis na escala neurológica AIS, com recuperação de movimentos em parte dos casos. Porém, os próprios pesquisadores ressaltam que o estudo foi pequeno e não permite confirmar que a melhora foi causada pela substância.
AGORA VEM A PARTE MAIS ESPERADA: a Anvisa autorizou um estudo clínico de fase 1, com cinco voluntários, para avaliar principalmente a segurança da polilaminina em lesões medulares agudas. O início está previsto para 24 de setembro de 2026, em hospitais de São Paulo.
A polilaminina é derivada da laminina, proteína relacionada ao crescimento de células nervosas. Apesar dos resultados iniciais considerados promissores, a substância ainda é experimental, não está aprovada para uso regular e não há comprovação de que faça pessoas paralisadas voltarem a andar.
Fontes: Agência Brasil.
