Rio Brilhante/MS - 24 de abril de 2026

Rio Brilhante/MS - 10 de agosto de 2026

Quatro bolivianos mortos eram ‘empresários do crime’ e abasteciam fronteira com cocaína, diz Bope

Um deles teria participado de um crime contra um agente policial da Bolívia.
Os quatro bolivianos mortos durante uma operação do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) em uma área de mata de São Gabriel do Oeste eram considerados criminosos perigosos e atuavam no tráfico de drogas na Bolívia.

Segundo o comandante do Bope-MS, tenente-coronel Ricoberto Rocha, o grupo fazia parte de uma estrutura que abastecia a região de fronteira com cocaína.

De acordo com Rocha, os quatro eram considerados criminosos extremamente perigosos e tinham histórico de crimes cometidos na Bolívia. Um deles seria ligado às Forças Especiais bolivianas e teria participado de um crime contra um agente policial no país vizinho. Segundo o tenente-coronel, o homem teria sido torturado e esquartejado durante sua morte.

Ainda segundo o Bope, durante as buscas foram identificadas tentativas de resgate dos criminosos, com pessoas do Brasil tentando chegar até a região onde o grupo estava escondido. As ações, porém, foram interceptadas pelas forças de segurança.

O caso

A operação começou após uma aeronave suspeita ser identificada sobrevoando o espaço aéreo brasileiro em baixa altitude, no dia 31 de julho. A Força Aérea Brasileira foi acionada e, em menos de 40 minutos, Brasília teria autorizado a escolta da aeronave.

No entanto, o avião desobedeceu às orientações e realizou um pouso forçado na região de São Gabriel do Oeste.

Após a queda, equipes do policiamento aéreo da Polícia Militar e do Bope iniciaram as buscas pelos ocupantes. Os suspeitos entraram em uma área de mata e passaram a ser procurados pelas equipes especializadas.
Além de José Mariano, morreram no confronto Cristian Guzman Parada, de 31 anos, Bruno Bascope Jordan, também de 31, e José Oscar Lacoa Rapu, de 26 anos.

Conforme o coronel, José tinha várias passagens relacionadas ao tráfico de drogas, principalmente com utilização de aeronaves, além de registros envolvendo sequestro. A polícia boliviana também o apontava como uma pessoa de alta periculosidade.

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