Em um país onde muitos desejam ocupar cargos públicos, a Justiça reforçou que quem escolhe a vida política também deve estar sujeito ao escrutínio da sociedade. O juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 12ª Vara Cível do TJMS, negou o pedido da prefeita Adriane Lopes (PP) para retirar das redes sociais vídeos publicados pela deputada federal Érika Hilton (PSOL), que fazem críticas à sua gestão e a classificam como a “pior prefeita do Brasil”.
Na ação, Adriane também pediu indenização de R$ 15 mil por danos morais, alegando que as publicações continham informações falsas e ofendiam sua honra. No entanto, o magistrado entendeu que não foram apresentadas provas suficientes para justificar a remoção do conteúdo antes da ampla análise do caso.
O juiz marcou uma audiência de conciliação entre Adriane Lopes e Érika Hilton para o dia 16 de setembro, em formato virtual. A decisão se soma a outros pedidos recentes da prefeita que também não tiveram êxito na Justiça, como a tentativa de manter uma medida protetiva contra um crítico de sua administração.
