Rio Brilhante/MS - 24 de abril de 2026

Rio Brilhante/MS - 18 de julho de 2026

BEM VINDOS AO BRASIL: EM 14 DIAS, DO BRECHÓ DE ROUPAS PARA UMA EDITORA DE LIVROS GANHANDO MAIS DE 7 MILHÕES.

Laranja de editora milionária dizia estar sem dinheiro e cobrava o próprio salário, aponta Gaeco

Mesmo figurando como proprietária da Editora Avante, empresa que movimentou cerca de R$ 5,2 milhões em contratos com prefeituras de Mato Grosso do Sul, Rhayane Souza Fanaia afirmava estar sem dinheiro e cobrava o pagamento do próprio salário, segundo relatório da Operação Gutenberg, do Gaeco.

Mensagens interceptadas mostram que, no mesmo dia em que a empresa recebeu R$ 818,9 mil da Prefeitura de Bonito, Rhayane avisou que o pagamento havia sido feito e escreveu: “Agora só distribuir”. No dia seguinte, reclamou da falta de recursos: “Tô sem nem um real” e “Não recebi nem meu salário”.

Para os investigadores, as conversas reforçam a suspeita de que Rhayane atuava apenas como proprietária formal da empresa, sem controle sobre as finanças.

O relatório também aponta que ela receberia apenas 1% do valor pago pela prefeitura — R$ 8.189,59 — enquanto o restante seria distribuído entre pessoas e empresas ligadas ao grupo investigado, incluindo integrantes da família Jafar.

Segundo o Ministério Público, a Editora Avante, criada em 2021 com capital social de R$ 40 mil, movimentou milhões em contratos, principalmente por dispensa de licitação, com prefeituras como Bonito, Miranda, Ivinhema e Ladário.

A investigação ainda identificou que Rhayane realizou 23 saques em espécie, somando R$ 1,066 milhão. Para o Gaeco, o conjunto de provas sustenta a suspeita de que ela era usada como “laranja”, enquanto o controle financeiro da empresa era exercido por outros investigados.

Os fatos citados integram as investigações da Operação Gutenberg. As suspeitas apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas pela Justiça, no curso do processo.

Compartilhe

Inscreva-se

Faça sua inscrição e fique informado.