Campo Grande vive uma sequência de investigações que levanta um questionamento incômodo: até quando o contribuinte vai pagar a conta de possíveis irregularidades milionárias?
A Polícia Federal deflagrou a Operação Presciência, que teve entre os alvos a vice-prefeita Camilla Nascimento, em investigação sobre uma aplicação de R$ 1,2 milhão de recursos previdenciários municipais no Banco Master, ligado ao empresário Daniel Vorcaro.
Na iluminação pública, o MPMS deflagrou a Operação Apagar das Luzes, inicialmente apontando mais de R$ 62 milhões em possível superfaturamento. Posteriormente, levantamento do Ministério Público de Santa Catarina estimou que o prejuízo potencial poderia ultrapassar R$ 110 milhões.
E agora, a Operação Buraco Sem Fim colocou o tapa-buraco novamente no centro das atenções. O MPMS investiga contratos que somam cerca de R$ 113 milhões, e a Justiça manteve presas sete pessoas investigadas por fraude.
São milhões em jogo, investigações, operações policiais e prisões. E fica a pergunta que deveria incomodar todo eleitor: depois de tantos casos, será que ainda vamos simplesmente votar nas mesmas pessoas sem cobrar explicações, transparência e responsabilidade?
Porque, no fim, o dinheiro investigado é público — e a conta é do cidadão.
